Capítulo 5 — “O (des)Controle do Prazer”

"Existem segredos que queimam por dentro. Pequenas loucuras que, quando divididas, transformam o prazer em cumplicidade. Aquela noite seria diferente, e Carla sabia disso desde o momento em que segurou a sacola da Fréya."

 

Carla e Daniel eram daqueles casais que se curtiam de verdade. Juntos há oito anos, na casa dos trinta, tinham uma relação intensa, saudável, recheada de experiências — dentro e fora da cama. Adoravam explorar novidades, experimentar sensações, rir das próprias loucuras. A Fréya já era quase um ponto de encontro deles. Entravam na loja sem inibição, sabiam que ali encontrariam sempre algo capaz de transformar mais uma noite qualquer em uma história inesquecível.

Naquela sexta-feira, o destino da noite seria duplo: primeiro, passar na Fréya para garimpar novidades; depois, a festa de 30 anos da Jaque, amiga de longa data, no pub favorito do grupo.

 Enquanto caminhavam pelos corredores iluminados da loja, Carla parou diante de um expositor e segurou o pequeno pacote preto com os dedos. Um sorriso travesso se formou nos lábios.

— Daniel… olha isso. — ergueu a embalagem da calcinha vibratória com controle remoto. — E se… fosse hoje?

Daniel arqueou a sobrancelha, com aquele olhar que mesclava curiosidade e tesão.

— Hoje? No meio da galera? — perguntou, aproximando-se para sussurrar. — Você ia aguentar?

 — Não sei… — respondeu, com um olhar sapeca.

— Quer descobrir?

O silêncio entre os dois disse mais do que qualquer palavra. Compraram o produto e voltaram pra casa, cada um alimentando as próprias fantasias. Decidiram juntos: nada de testar antes. Nem em casa, nem no caminho. A primeira vez seria na festa.

O pub estava lotado. O cheiro de comida misturava-se ao aroma dos drinks elaborados, enquanto a música eletrônica invadia o ambiente. Luzes baixas, pista cheia, mesas ocupadas e uma área externa mais tranquila para conversas. Carla e Daniel entraram, cumprimentaram Jaque, deram os parabéns e tiraram uma foto com ela, abraços e risadas compartilhados com a turma.

Passados uns trinta minutos, Carla segurava seu drink favorito — um El Fuego. O copo exalava o cheiro forte de tequila, vodka e licor, com uma breve chama de fogo no drink, que era a razão do nome do drink. Daniel a observava de longe, vendo os olhos dela brilharem, a pele corada. Aquela imagem já era suficiente para deixá-lo inquieto.

Carla se aproximou devagar, envolveu Daniel num abraço e colou os lábios nos dele, suave, provocante. No ouvido, sussurrou:

— Pegue o controle. Agora é com você.

Ele fechou os dedos sobre o pequeno dispositivo, escondido no bolso. Apertou o primeiro botão.

Carla arfou. As unhas cravaram levemente no ombro dele, os olhos semicerrados por um instante. Antes que ele pudesse aumentar a intensidade, ela sussurrou, com um sorriso torto:

— Calma… temos a noite inteira.

Daniel apenas riu, satisfeito, e respondeu baixinho:

— Só tava testando… queria ver se funcionava.

A brincadeira começou discreta. Durante o jantar, no meio de conversas com amigos, Daniel acionava o controle em intervalos curtos. A cada vibração, Carla engolia o ar, mordia o canto da boca e lutava para manter a compostura.

— Tá tudo bem, Carla? — perguntou Jaque, notando o leve rubor no rosto da amiga.

— Tudo ótimo! — respondeu, rindo para disfarçar, enquanto dava um gole no drink e olhava diretamente nos olhos do Daniel.

Ele adorava aquilo. O prazer não estava só no controle da intensidade, mas no jogo psicológico. Ver Carla tentando parecer tranquila enquanto o corpo dela reagia o tempo todo o deixava em um estado de tesão crescente.

Quando foram para a pista de dança, a música pulsava junto com as vibrações. Carla dançava colada nele, o calor do corpo misturado ao da multidão. Daniel aumentava o ritmo devagar, saboreando cada reação: o arrepio na nuca, o suspiro rápido, o quadril que cedia sem querer.

A tensão entre os dois crescia. O mundo ao redor parecia distante.

De repente, Carla sumiu da vista de Daniel. Ele olhou em volta, varrendo o ambiente com os olhos. Pegou o controle e apertou o botão máximo. Nada. Nenhuma resposta dela na pista. Foi então que sentiu o celular vibrar no bolso.

Uma mensagem.

Uma foto.

A calcinha vibratória estava apoiada sobre uma bancada de mármore, no banheiro da balada. A legenda, curta e direta:

"Vem aqui. Agora."

O sangue de Daniel ferveu.

Ele atravessou o salão quase sem tocar o chão, o coração acelerado, o controle ainda na mão. Ao entrar no banheiro feminino, encontrou Carla encostada na parede, sem a calcinha, mordendo o lábio e com os olhos faiscando desejo.

— Fecha a porta — disse ela, com a voz baixa e rouca.

Ele obedeceu, mas deixou a tranca aberta. O risco fazia parte do jogo. O perigo potencial de alguém entrar a qualquer momento incendiava os dois. Beijos urgentes. Mãos que não sabiam onde parar. A tensão acumulada durante horas explodiu ali, naquele espaço apertado, entre suspiros, risadas abafadas e corpos colados. Era prazer, era cumplicidade, era adrenalina.

— E se alguém entrar? — ele sussurrou entre um beijo e outro.

— Que entrem — respondeu Carla, puxando-o ainda mais.

Quando terminaram, ofegantes e risonhos, ajeitaram as roupas com pressa, corações batendo forte. Carla recolocou a calcinha no corpo e pegou o controle da mão dele.

— Agora vamos curtir com a turma, senão eu não aguento — disse, piscando.

Saíram do banheiro como se nada tivesse acontecido. A música ainda tocava alta, os amigos ainda conversavam, a festa seguia igual. Mas eles estavam diferentes. Havia um segredo queimando entre os dois.

Antes de voltar pra mesa, Carla encostou os lábios no ouvido dele:

— Da próxima vez, a gente vai ousar ainda mais.

Daniel sorriu, cúmplice, e respondeu:

— Depois dessa noite, nem sei o que mais vamos usar, mas tô louco para descobrir

Mas eu já sei, disse Carla

 

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Obs.: Nomes fitcícios

(1)   Conto erótico “O (des)Controle do Prazer” é de propriedade da Fréya Acessórios Eróticos®, sua reprodução total ou parcial é proibida sem a autorização legal da empresa.

 

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