Capítulo 3 — “Entre Flores, Toques e Metais”

“Há desejos que nascem no toque. Outros, no olhar. Mas alguns se revelam na coragem de confiar e de se entregar.”

 

Roger e Carol se conheciam da vida. Amigos em comum, rolês parecidos, festas, curtidas no Instagram. Não eram um casal, nem pretendiam ser. Mas o tempo — e a química — já tinham levado os dois pra cama algumas vezes. Sempre sem cobrança, sem drama. Dois solteiros vivendo o agora, do jeito mais intenso e leve possível.

Roger, apesar de não estar em um relacionamento, era cliente fiel da Fréya. Gostava de inovar. Vibradores, géis, acessórios… sempre levava algo diferente em cada encontro. Não por fetiche, mas por prazer em surpreender. E com Carol, ele sentia essa liberdade de propor o novo.

Numa tarde de quinta, depois de algumas trocas de mensagens picantes e conversas cheias de indiretas, Roger fez o convite:

— Que tal uma noite só nossa? Motelzinho, vinho, e umas ideias novas…

Carol topou sem pensar muito. Já conhecia o jeito dele. Mas dessa vez, ele foi direto:

— Quero te ver usando um plug anal. De metal. Com aquela pedrinha colorida que brilha… Topa?

Ela demorou alguns segundos, mas respondeu:

— Se for com calma, com carinho, e tudo no meu tempo... eu topo. Mas quem comanda sou eu.

Roger sorriu. Aquilo só deixava tudo ainda mais excitante.

No sábado, ele quase se atrasou pra passar na Fréya. Pegou um plug anal de metal com base cravejada por uma pedra roxa — discreta, bonita, elegante. Aproveitou e levou um lubrificante específico, com toque sedoso e confortável, feito pra maximizar o prazer sem causar desconforto.

Antes de ir pro encontro, se arrumou com capricho. O banho demorou mais que o normal: a água morna escorria devagar, aquecendo a pele, enquanto o cheiro amadeirado do sabonete preenchia o box. Ao sair, o ar frio do quarto contrastou com o corpo quente. Passou perfume na medida certa — notas de âmbar e especiarias — e vestiu roupas leves, que transmitiam mais intenção do que formalidade. Pegou o plug, o lubrificante e, de última hora, adicionou uma rosa vermelha no banco do carro. O cheiro da flor misturava-se ao do couro do estofado e ao seu próprio perfume, criando um clima que já começava antes mesmo de chegar.

Carol o encontrou pronta, radiante. Usava uma lingerie preta de renda com detalhes em tule, salto fino, cabelo preso num coque sensual e batom vermelho que deixava qualquer palavra desnecessária. O brilho sutil do batom sob a luz do estacionamento e os fios soltos do coque caindo pelo rosto pareciam planejados para provocar.

O motel escolhido era discreto e moderno. Ao entrarem, a temperatura do quarto estava levemente aquecida. Um aroma delicado de baunilha e rosas tomava o ar. O som distante da hidromassagem ligada se misturava ao silêncio carregado de expectativa. Quarto com cama redonda, espelhos sutis nas laterais, banheira iluminada por leds suaves. Sobre a mesa, um balde com espumante e morangos. O clique suave da porta fechando parecia marcar o início de uma noite diferente.

— Você se puxou hoje, hein... — disse ela, observando o ambiente.

Roger apenas entregou a rosa. Carol pegou, passou os dedos sobre as pétalas macias e cheirou profundamente, mordendo o lábio.

— E o presente... tá com você? — perguntou, quase num sussurro.

Ele assentiu e entregou a pequena caixa da Fréya. Carol abriu com cuidado, passando as unhas pelo metal frio do plug. Um arrepio percorreu seu braço.

— É lindo. E discreto. Exatamente como eu imaginei.

— A noite é tua. Tô aqui pra seguir teu ritmo — disse ele.

Eles jantaram primeiro. A comida tinha aroma fresco, leve, e combinava com o vinho encorpado que aquecia a garganta. Conversaram. Riram. O clima crescia sem pressa. A cada toque sob a mesa, um fio de tensão invisível os ligava. Os olhos falavam mais do que qualquer palavra.

Na sequência, foram pra banheira. A água morna borbulhava ao redor, soltando uma névoa suave. Carol entrou primeiro, puxando o cabelo pra cima e deixando as costas à mostra. Roger a seguiu. Os corpos se encontraram sob a espuma, pele contra pele, escorregando devagar. O som da água abafava a respiração, que alternava entre calma e suspiros curtos.

Ele deixou o lubrificante próximo, visível, como quem dizia: "quando você quiser." Ela pegou o frasco com calma, leu o rótulo, passou o dedo e mostrou que estava pronta.

A noite seguiu em meio a sussurros e olhares entregues. Quando o plug foi usado, foi ela quem guiou. Ela quem ditava o ritmo. Ela quem pedia que ele apenas observasse. O metal frio contrastava com o calor da pele, criando sensações que arrepiavam a espinha. O quarto inteiro parecia pulsar no mesmo compasso.

E Roger, fascinado, descobriu que o prazer também mora no silêncio de apenas admirar.

Depois do banho, entre carícias e risos tímidos, eles se secaram juntos. A toalha macia deixava rastros de calor na pele. Foram pra cama. A luz baixa criava sombras delicadas, como se o quarto inteiro participasse da cena. Ela deitou de lado, puxou ele pela cintura e o encaixou atrás de si, como quem buscava continuidade no toque.

Ficaram assim, nus, abraçados. Respirando juntos. O som dos suspiros preenchia o silêncio.

Ele acariciava seus quadris, os cabelos soltos, a curva do pescoço. Sentia o cheiro do perfume dela misturado ao suor leve da noite. Ela guiava a mão dele, o ritmo, as pausas. Tudo ainda no tempo dela.

Mais tarde, entre um beijo e outro, Carol riu:

— Sabia que eu sou viciada em doce depois do sexo?

— Juro que pensei em tudo... até na sobremesa. — Ele se levantou, foi até o interfone e pegou uma bandeja que havia encomendado no início da noite. — Tua favorita: cheesecake com calda de frutas vermelhas.

O cheiro da calda doce invadiu o quarto. Comeram na cama, dividindo a colher, rindo, lambendo os dedos um do outro devagar. A cumplicidade estava no detalhe: nos olhares, na risada baixa, no toque leve.

A segunda garrafa de vinho foi aberta. O estalo da rolha ecoou suave, quase como um convite. Brindaram a noite, a entrega, a liberdade de viver algo íntimo sem precisar rotular.

Carol estava com a cabeça apoiada no peito de Roger quando sussurrou:

— Foi uma noite incrível... foi tudo intenso e de verdade, e nem precisei fingir prazer.

Roger beijou sua testa e respondeu:

— Pra mim foi deliciosa, porque você me deixou ver o melhor de ti.

Ali, entre taças vazias, pele aquecida e travesseiros desalinhados, não havia namoro, rótulo ou compromisso. Só havia dois corpos e duas almas que, por uma noite, se encontraram de verdade.

E sabiam que voltariam a se encontrar.
Porque o plug era só o começo — não seria, nem de longe, o último acessório que usariam juntos.

Pela manhã, quando Roger parou em frente à casa dela, Carol o beijou antes de sair do carro e sussurrou, com um sorriso maroto:

— Da próxima vez, eu mesma vou na Fréya escolher nosso brinquedinho. Aguarde, vou te surpreender.

Roger riu baixo, tentando esconder o arrepio que percorreu sua nuca. Antes que pudesse falar qualquer coisa, Carol abriu a porta, olhou por cima do ombro e completou:

— Se prepara, porque eu quero mais. Muito mais.

E entrou em casa com a confiança de quem sabia exatamente o efeito que tinha nele, deixando Roger ali, parado, com um sorriso bobo e a certeza de que aquele lance só deles ia ser cada vez mais intenso

 

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Obs.: Nomes fitcícios

(1)   Conto erótico “Flores, Toques e Metais” é de propriedade da Fréya Acessórios Eróticos®, sua reprodução total ou parcial é proibida sem a autorização legal da empresa.

 

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